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Livro retrata a compulsiva arte de colecionar objetos

28 de junho de 2003
1 min de leitura

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O magnata americano John Pierpoint Morgan, que em 1907 salvou o mercado e a Bolsa de Valores de entrarem em colapso, gostava de dar um conselho às pessoas obcecadas em colecionar objetos: independentemente do tipo de coleção, apenas compre os cem melhores exemplares existentes no mundo e pare. A recomendação, porém, serve para poucos, pois qualquer colecionador sabe quando iniciou a sua, mas não tem idéia de quando vai parar. Observando essa prática que acompanha a trajetória do homem, o historiador alemão Philipp Blom escreveu Ter e Manter (Record, 308 páginas, R$ 42), em que detalha uma paixão mais próxima das necessidades primais do ser humano do que se supõe. Blom partiu de diversos princípios para elaborar explicações sobre o que leva alguém a gastar tempo e dinheiro em busca de isqueiros, selos, chapéus, bonecas e depois colocá-los em vitrines, álbuns, estantes ou armários.

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