Para STF, obra anti-semita é racista
O Supremo Tribunal Federal definiu, ontem, que a divulgação de idéias anti-semitas é crime de racismo, imprescritível e inafiançável. Sete dos onze ministros do STF negaram a concessão de “habeas corpus” ao editor Siegfried Ellwanger, condenado pela Justiça gaúcha por ter publicado livros de propaganda contra os judeus. Ainda faltam três votos, dos ministros Sepúlveda Pertence, Marco Aurélio Mello e Carlos Britto. Mas o placar não pode ser revertido já que sete ministros foram contrários ao “habeas corpus” e apenas um a favor. O ministro Antonio Cezar Peluso, que participou de sua primeira sessão no STF disse que o editor publicou livros que colocam “em risco a integridade da sociedade”. O mais grave, segundo Peluso, é que o editor só tratou de um tema em suas publicações: discriminação. Nelson Jobim também fez duras críticas ao editor: “Neste caso, as edições de livros não foram por motivos históricos; foram instrumentos para propagar o ódio”.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta

