Literatura latina em check-up
Realismo mágico, protesto social e quebra de ranços coloniais deixaram de ser as características centrais da literatura da América hispânica. Agora, a nova marca parece ser a reinvenção dos conceitos estéticos através de um diálogo com as vozes dos excluídos. Pelo menos é isso o que indicam os fóruns internacionais de debates promovidos atualmente no Brasil e no exterior que pretendem fazer um raio-x da atual produção em verso e prosa do continente. Um exemplo é o projeto 1º Encontro de Autores Latino-Americanos, que acontece em Sevilha, na Espanha. No Rio, ontem foi o dia do encerramento da 6ª edição do projeto Encontro com a Literatura Latino-Americana, que trouxe para a cidade autores como o polêmico poeta chileno Raúl Zurita, o crítico e poeta argentino Juan José Saer e o romancista cubano Pedro Juan Gutiérrez, que, em sua estada, teceu críticas à atual ficção européia. Segundo o autor de O rei de Havana, os escritores da Europa atravessam neste momento uma etapa “turva, chata”, marcada por “uma carência de criatividade provocada pela ausência de contrastes culturais”.
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