Livraria aposta em marca própria
Numa elegante festa na Biblioteca Pública de Nova York, os convidados celebraram um lançamento editorial com lagosta fresca e patinhas de caranguejo. Mas eles não estavam celebrando a edição de um novo romance badalado. Os livros em questão eram A Letra Escarlate, Grandes Esperanças e Moby-Dick. Para Leonard Riggio, presidente do conselho da Barnes & Noble Inc., a maior rede de livrarias dos Estados Unidos, esses romances representam o futuro de sua empresa – porque eles foram publicados pela Barnes & Noble. Do mesmo modo que os supermercados vendem sua própria linha de produtos de papel, sabão em pó e comida congelada, a Barnes & Noble está tentando criar uma “marca própria” para livros: edições baratas em nichos editoriais em que o preço importa mais do que uma marca famosa. A US$ 3,95, A Letra Escarlate na nova edição da Barnes & Noble Classics é US$ 2 mais barata do que a versão da prestigiada série Modern Library, da Bertelsmann AG, e a Barnes & Noble embolsa todo o lucro da venda.
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