A reformulação da Lonely Planet
Na semana passada, a editora australiana Lonely Planet anunciou a implementação de um plano de demissão que eliminará 45 empregos dos escritórios da empresa ao redor do mundo, sendo metade deles nos EUA. Mas enquanto assume uma atitude de recuo, a Lonely Planet também vem se “reinventando” para superar obstáculos e se posicionar como líder do mercado de guias e relatos de viagem. Ao se aproximar do seu trigésimo aniversário, a editora australiana continua sendo uma anomalia editorial. Apesar de sua idade e tamanho (cerca 400 empregados ao redor do mundo), a Lonely Planet ainda é gerida pelos seus fundadores, o casal Tony e Maureen Wheeler, que conseguiu manter a empresa como uma organização de capital fechado ao mesmo tempo em que se globalizava. Seus maiores escritórios, na Austrália, no Reino Unido e nos EUA, são uma mistura de diferentes sotaques de inglês, com conference calls acontecendo diariamente entre os três escritórios. A Lonely Planet também é uma história de sucesso editorial: uma editora de tamanho razoável que não se concentra em um público mais amplo, mas em uma série de nichos menores e estratificados, quase nunca sacrificando a elegância e a substância editorial.
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