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E todos aqueles livros? Ficam para depois da sobremesa

15 de junho de 2003
1 min de leitura
Travessa

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A dobradinha café-livraria, o carioca já estava até acostumado. Topava com uma quase a cada esquina. De uns tempos para cá, quichezinha e expresso viraram feijão-com-arroz. Um passo à frente, a segunda geração de cafés instalados nas grandes livrarias da cidade tem chefs, cozinha industrial, pratos sofisticados e até fila de espera. “Estamos atraindo clientes no almoço e no jantar e não apenas para compras ocasionais. As vendas aumentaram 25% graças à sofisticação do cardápio”, gaba-se a restauratrice Cristiana Beltrão, que comanda o café B! da Livraria da Travessa, a Travessona, em Ipanema. No Bistrô do Livro, em Ipanema, a ordem das coisas foi diferente. A casa já abriu as portas com a idéia de badalar mais o restaurante que os livros. Resultado: 60% do faturamento vem das mesas e não das prateleiras. E a mudança no perfil dos cafés de livrarias não deve ficar só nisso. Em julho, o Bar do Zira, na Letras & Expressões de Ipanema, vai virar palco para a peça “Solidão a dois em um ato”, dirigida por Gilberto Gawronski. A história gira em torno de duas mulheres fascinadas por literatura.

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