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Ombudsman: biblioteca da salvação

15 de junho de 2003
2 min de leitura

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A Folha e o Globo retomaram na semana passada a política adotada em meados da década de 1990 de estimular a venda dos jornais acoplando-lhes um “brinde” – no caso, uma coleção de 30 livros a preços, como se diz, convidativos. Parece-me bizantina a discussão sobre se a iniciativa está certa ou errada – trata-se, afinal, de uma decisão empresarial legítima. Dos leitores vieram muitas críticas, mas também elogios. A venda dos principais jornais de circulação nacional do país vem caindo há cerca de sete anos. A situação é crítica e cobra ação. Mas seria o aumento da circulação via “brindes” – em que pese o mérito qualitativo da Biblioteca Folha – a melhor bóia de salvação? Difícil responder, mas, como advogado dos leitores, observo os incômodos gerados pela maneira como a promoção tem sido encaminhada até agora. Há um embaralhamento entre os textos jornalísticos normais e o material promocional da coleção que, até aqui, tem se dado em detrimento dos primeiros. O amplo espaço editorial dedicado à coleção chamou a atenção de alguns leitores, para os quais, como é óbvio, tal espaço deveria estar voltado mais para notícias e reportagens, e não para a auto-promoção.

* Bernardo Ajzenberg é o ombudsman da Folha

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