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Esopo do Rio

15 de junho de 2003
2 min de leitura

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Lobo em pele de cordeiro, o raposa Millôr Fernandes viu desde cedo um saboroso e abandonado cacho de uvas quase caindo da árvore. Era o esquecido gênero das fábulas, de Esopo e La Fontaine. Formiga disfarçada de cigarra, o chamado “guru do Méier” foi mais rápido do que a lebre ou a tartaruga e começou a trabalhar nesse estilo de historietas até que lançou, redondas quatro décadas atrás, o livro Fábulas Fabulosas. Moral da história, o humorista-dramaturgo-tradutor-desenhista-frasista acabou por virar também o grande fabulador nacional. Agora, aos 78 anos, Millôr resolveu fazer uma reunião de condomínio com todo o seu zoológico fabular. Juntou leões e ratos, bodes e burricos, deuses gregos e políticos maranhenses e saiu de lá com uma centena de alegorias. O resultado está no livro 100 Fábulas Fabulosas (216 pp., R$ 28), que esse “irmão Grimm” carioca (e amoral) lança pela editora Record. Algumas historietas já andavam por aí em velhas brochuras esgotadas, outras estavam em seu “saite”, o www.millor.com.br, mas a parte mais polpuda dessa centena de alegorias nunca tinha saído do escritório do criador. Clique no título da matéria e leia a entrevista com o humorista-dramaturgo-tradutor-desenhista-frasista-fabulador.

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