Carnaval literário de Fuentes e Kaniuk
Dois escritores, duas entrevistas. Alguma coincidência, muita diferença e o encontro na linha do horizonte. Um é o mexicano Carlos Fuentes, que falou para Magazine Littéraire (n.º 416), o outro é o israelense Yoram Kaniuk, no suplemento de fim de semana do jornal Maariv (Tel-Aviv), do dia 31 de maio. Ambos publicaram livros em que fazem uma espécie de balanço de vida, ou de períodos de vida, coisa de geração, com certeza: Fuentes nasceu em 1929, Kaniuk um ano depois. En Esto Creo e Haiim al Niiar Zechuchit (Vida na Lixa). A trajetória do autor de Aura é fulgurante, uma consagração de fio a pavio, contra o pano de fundo da Revolução Mexicana, maio de 68, a descoberta da literatura latino-americana pelo resto do mundo, etc. Kaniuk também teve seu momento épico: alistou-se nas forças israelenses durante a Guerra da Independência, em 1948, da qual saiu ferido, além de ter atuado no resgate de sobreviventes da Shoá, que inspiraria um de seus romances mais agônicos.
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