Para ler em voz alta e sonhar com a sorte
A arte dos contadores de história ganhou novo fôlego no final dos anos 80 e, principalmente, ao longo da década de 90, quando excelentes grupos e proseadores solitários mostraram seu talento em apresentações além do circuito educativo. Dessa forma, os deliciosos e maliciosos contos de fadas, de príncipes, de bichos que se comportam como gente, de matutos que tentam driblar seu destino com espertezas, de lendas do Oriente e de outros cantões do mundo, ganharam a devida projeção e o cuidado que sempre mereceram. A recém-lançada coleção E Quem Quiser Que Conte Outra, belíssimo acerto da editora Rocco, é de certa forma o reflexo literário desse boom e traz, em seus primeiros volumes, dois representantes da melhor linhagem de contadores de histórias: o ator, cenógrafo e arte-educador Augusto Pessôa – em Felizes para sempre (R$ 34) – e o Grupo Confabulando Contadores de Histórias – com Pode entrar, Dona Sorte.
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