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O 1º cronista do Rio

08 de maio de 2003
1 min de leitura

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Se hoje qualquer um pode ter noção de como era a vida no Brasil no início do século XIX, boa parte da responsabilidade é dele. Jean-Baptiste Debret chegou ao Brasil em 1816, como um dos integrantes da Missão Artística Francesa. Virou faz-tudo da corte – fazia de cenários de festas a retratos oficiais – mas, nos momentos de folga, caminhava pelas ruas de um Rio que nascia como cidade. Nosso primeiro cronista urbano, o pintor tem boa parte da obra revista no livro Castro Maya – Colecionador de Debret (Editora Capivara), que será lançado hoje, às 18h30m, no Museu Chácara do Céu, durante a abertura da exposição homônima. A edição luxuosa, patrocinada pela Bradesco Seguros, faz parte de uma série de livros que recupera a memória do mecenas Raymundo Castro Maya, que foi dono das casas onde funcionam os museus da Chácara do Céu e do Açude e tinha nada menos que 564 gravuras de Debret em sua coleção. O livro, uma parceria da Uerj com os Museus Castro Maya, reúne todas elas, transformando-se numa fonte preciosa para pesquisadores de arte e historiadores.

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