A história da executiva brasileira que invadiu a sala de Bill Gates
A trajetória da executiva brasileira Soraya Bittencourt, hoje com 43 anos, é carregada de sucessos. Formada em engenharia eletrônica – contra a vontade dos pais -, com atuação no predominantemente masculino mundo da tecnologia, Soraya fez parte da equipe que lançou o primeiro satélite brasileiro, o BrasilSat I. Nos Estados Unidos, montou duas empresas e foi executiva da Lotus e da Number Nine antes de chegar à Microsoft. Mas, mesmo com uma extensa bagagem profissional, em setembro de 1998 ela pediu demissão da Microsoft com uma certa mágoa. Morando nos Estados Unidos, um país destacado por sua postura liberal, Soraya sentiu que em determinado ponto foi barrada pelo preconceito: estrangeira, latina, mulher e lésbica. Parecia muita coisa para o seu último chefe na companhia. Em uma narrativa que de tão intrigante mais parece um romance que uma autobiografia, mesclando a trajetória da sua carreira com a sua assumida relação homossexual, Soraya vai lançar em junho no Brasil e depois nos Estados Unidos o livro Uma Vida de Sucesso – Como uma homossexual brasileira se deu bem na Microsoft. No país, a autobiografia será lançada pela Edições GLS, do grupo editorial Summus.
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