A revista que Stalin nunca assinaria chega ao fim
A expressão “fim de uma era” anda bastante desgastada, mas é isso mesmo que representa a morte da Partisan Review, anunciada há duas semanas, com a chegada às bancas de sua última edição. Se tivesse agüentado até 2004, vale dizer mais três números, morreria com 70 anos, quase uma eternidade para publicações dirigidas à elite pensante. Ainda que muitos possam lamentar mais o desaparecimento, em outubro de 2001, da eclética Lingua Franca, o papel histórico cumprido pela Partisan Review, revista trimestral de arte e política, tem poucos paralelos na história da imprensa cultural americana. Seu número de despedida presta merecida homenagem a um de seus fundadores, William Philips, o único sobrevivente da redação original a virar o século. O outro fundador, Phillip Rahv, morreu em 1974. Quem há meses cuidava da revista era Edith Kurzwell, viúva de William Philips, morto em outubro passado, aos 94 anos.
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