Autor explica excesso dos livros de auto-ajuda
O escritor canadense Will Ferguson afiou bastante o humor antes de estrear no romance – são dele guias com títulos sugestivos como Por Que Odeio os Canadenses e Bastardos e Cabeças Duras: Gloriosos Líderes do Canadá do Passado e do Presente. A partir de tal experiência, ele escreveu Ser Feliz® (Companhia das Letras, 400 pp., R$ 41), crítica bem-humorada ao festejado mercado editorial de auto-ajuda. O principal alvo da história é a felicidade. Edwin de Valu é o personagem principal, um editor que sofre ao acompanhar o crescimento da pilha de originais em sua mesa. Até que é obrigado pelo chefe a editar o definitivo livro de auto-ajuda. Da pilha, ele saca ao acaso um, chamado O Que Aprendi na Montanha, de um misterioso Tupak Soirée. O sucesso, inesperado, é retumbante – a partir da simples leitura, as pessoas modificam sua vida e encontram a felicidade plena, trocando bebida, fumo, drogas e comida fast-food pelo sexo tântrico.
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