Duas chapas disputam a direção da CBL
Em fevereiro, a Câmara Brasileira do Livro escolhe sua nova diretoria. E, pela primeira vez desde 1988, há duas chapas: uma liderada por José Henrique Grossi, hoje vice-presidente da CBL, e outra por Oswaldo Siciliano, dono da rede de livrarias que leva seu sobrenome. As duas chapas contam com membros da atual gestão, presidida pelo editor Raul Wassermann, mas a que mais se identifica com ela é a de Grossi. Além de contar com o apoio de Wassermann, Grossi compôs com editoras associadas à Libre, entidade que organiza há dois anos a Primavera dos Livros. A Libre é formada por pequenas e médias editoras, que resistem ao nome de Siciliano. Uma das políticas defendidas pela chapa de Grossi é a defesa de uma ampliação da política de compra de livros não-didáticos por órgãos públicos e a abertura de linhas de crédito especiais para “editores, livreiros e distribuidores”. Rosely Boschini, da editora Gente, que concorre a uma das vice-presidências da CBL declarou que não há uma relação direta entre o “negócio Siciliano” e sua chapa. “Procuramos reunir gente do Brasil inteiro e de pequenas, médias e grandes empresas”, completa.
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