Traição a 2.400kbps, ou O triunfo das livrarias
Em coluna publicada no Segundo Caderno, a jornalista Cora Rónai aborda o livro eletrônico e compara a experiência da compra on-line com a visita a uma livraria real. Citando as livreiras Vanna Piraccini, da Leonardo Da Vinci, e Dalva Gasparian, da Argumento, Rónai faz uma verdadeira apologia das livrarias tradicionais: “Uma loja como a Amazon (ou como as suas equivalentes de pedra e cal, as onipresentes megastores) é, sejamos francos, um simples depósito de livros, um entreposto cultural que, por eficiente que seja, não merece o nome de livraria. Uma livraria é mais do que um monte de livros juntos: é um cardume de idéias, um ponto de encontro, um ser vivo como outro qualquer, com suas idiossincrasias, seu charme, seu cheiro. (…) Isso talvez explique as nossas surpreendentes livrarias, e a nítida mudança da vida intelectual carioca dos botecos para os cafés com livros que vêm, ultimamente, brotando feito cogumelos.”
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