Quero que o brasileiro vire rato de livraria
Waly Salomão foi para Brasília. Indicado pelo Ministro da Cultura e amigo de longa data, Gilberto Gil, o poeta e compositor vai assumir a Secretaria do Livro e Leitura prometendo “acabar com a fome de saber do povo brasileiro”. O novo Secretário Nacional do Livro ainda não tem um plano de metas traçado, mas adianta que vai dar seqüência a algumas medidas implementadas por seu antecessor, Ottaviano de Fiore. “Não vou fazer uma política de terra arrasada. Muito coisa boa foi feita pelo governo anterior, como o plano de ampliação de bibliotecas públicas. Mas quero muito mais do que isso. Quero que o brasileiro vire rato de livraria.” O presidente da CBL, Raul Wasserman, prefere aguardar os primeiros meses de gestão do novo secretário antes de fazer qualquer elogio ou crítica a Waly. Porém, acha que pessoas como Waly e Ottaviano tendem a ter uma visão romântica demais do tema e pecam quando precisam desenvolver funções administrativas. “É bom ter uma visão humanista, criativa e inovadora, ainda mais quando se assume uma secretaria como a do Livro e Leitura. Mas não é o suficiente. É preciso também ter uma boa relação com o mercado, entender de questões operacionais. A gestão do Ottaviano foi cheia de boas intenções, mas deixou muito a desejar”, diz Wasserman.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


