Sartre fala de Genet, Genet fala de Rembrandt
Em 1952, Jean-Paul Sartre publica uma obra enorme: Saint Genet, Comédien et Martyr – que agora sai no Brasil, sob o título de Saint Genet – Ator e Mártir (Vozes, 583 pp., R$ 65) -, em que aplica o que chama de “psicanálise existencial” que, ao contrário da psicanálise de Freud, pretende entender o homem em sua totalidade, em sua relação global com o mundo.
Rembrandt – Em 1958, L’Express anunciou numa página de publicidade o próximo aparecimento de um Rembrandt, escrito por Jean Genet, que agora também aparece no Brasil, com o mesmo título (José Olympio, 88 pp., R$ 28). Mas esse livro jamais tinha sido lançado, porque em 1964 morreu um amante de Jean Genet, chamado Abdallah, e Genet, desesperado, destruiu inteiramente uma pasta que continha seus manuscritos. O Rembrandt fazia parte desse “auto da fé”. Finalmente, em 1967, tivemos direito ao aparecimento de um Rembrandt, na revista Tel Quel, sob o título seguinte : O Que Restou de um Rembrandt, “dilacerado em pedaços quadrados regulares, e lançado à privada”…
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