Publicidade
Voltar CLIPPING

O ilustre homenzinho que voava

14 de novembro de 2002
2 min de leitura

Publicidade
Publicidade

O homem franzino de 1,55m de altura e 50 quilos estava fulo da vida. Já fazia dois anos que Alberto Santos-Dumont sobrevoara o Campo de Bagatelle, em Paris, com seu biplano 14-Bis. E vinham agora dois americanos, os tais irmãos Wright, dizer que aquele avançado protótipo que só agora – agosto de 1908 – apresentavam à comissão científica do Aeroclube da França era uma “pequena amostra” do que eles já realizavam desde 1903! Os americanos não apresentavam nenhuma documentação sobre o tal vôo que teria acontecido em Kitty Hawk, na Carolina do Norte, cinco anos antes. O inventor não escondeu sua mágoa. “A quem deve a humanidade a navegação aérea pelo mais pesado que o ar? Às experiências dos irmãos Wright, feitas às escondidas e que estavam tão ignoradas no mundo que vemos todos qualificarem os meus 220 metros de ‘minuto memorável na história da aviação’; ou é aos Farman, Blériot e a mim, que fizemos todas as nossas demonstrações diante de comissões científicas e em plena luz do sol?” Ao ler Uma Alegria Selvagem – A Vida de Santos-Dumont (Manati, 168 pp., R$ 35), da escritora Bia Hetzel, percebemos que tal afirmação era o máximo de indignação a que se permitia a personalidade contida e tímida do “pai da aviação”.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade