Vencedor do Booker Prize nega plágio
Uma das três editoras brasileiras interessadas em adquirir os direitos de tradução de A vida de Pi – de autoria do canadense Yann Martel, romance vencedor do Booker Prize deste ano deliberadamente inspirado em Max e os felinos, de Moacyr Scliar – poderá desistir da disputa. Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, a editora de Scliar, enviou ontem e-mail ao editor britânico de Martel em que afirma que o escritor canadense fez “comentários grosseiros” sobre o brasileiro. Além da Companhia das Letras, as editoras Record e Rocco se interessaram pela vida de Pi, o adolescente que conta que se vê à deriva, num bote salva-vidas, na companhia de um tigre-de-bengala. “Não fiz comentários grosseiros”, Martel disse ao GLOBO por telefone. Martel escreveu uma carta para Schwarcz em que, segundo o autor, esclarece que jamais quis ofender Scliar. Na verdade, há uma nota introdutória no romance mencionando o brasileiro, na lista de agradecimentos: “Também, estou em dívida para com o sr. Moacyr Scliar, pela fagulha de vida”.
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