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Pornô-soft já virou tese

24 de agosto de 2002
1 min de leitura

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Do jeito que anda a literatura francesa hoje, se quisesse obter alguma repercussão, Flaubert teria de escrever algo como Bovary, confissões de uma devassa, e Proust, um Em busca do tempo perdido: Swann tira o atraso. As (pseudo) confissões, como a de Lolita Pille, mas sobretudo as sexuais são o que mais há na literatura francesa desde que Catherine Millet vendeu 350 mil cópias de seu A vida sexual de Catherine M., já publicado no mundo inteiro. Ou que, agora falando de boa literatura, Michel Houellebecq consagrou-se com Plataforma como o novo Camus, apresentando em forma de romance uma espécie de diário em que é difícil separar autor e personagem.

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