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Um heroi quase como a gente

09 de agosto de 2002
1 min de leitura
sm_abre

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A seqüência toda é deliciosamente sádica: correndo como se tivesse que tirar o pai da forca, Peter Parker persegue o ônibus escolar – um daqueles típicos veículos barulhentos e amarelos que Hollywood eternizou – por uma rua do Queens, em Nova York. Dentro do coletivo, garotas e rapazes caçoam da prosaica odisséia do estudante. Debocham, gritam para o motorista não encostar no meio-fio, fazem o alarido habitual para o loser (perdedor). Então, o ônibus pára. Peter consegue entrar, mas ninguém quer dividir o lugar com ele no assento. É quase compreensível. Ele está com a testa empapada de suor, os olhos esbugalhados por trás dos óculos fundo de garrafa, um fio de baba pode ser entrevisto quando ele se depara com a ruiva (e que ruiva!) Mary Jane, sua secreta paixão.

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UOL
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