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The Moscow Times

Moscou tem feira de livros permanente

Dizem que é difícil conhecer um país apenas pelos livros. Mas será que é possível aprender alguma coisa a partir da forma como os livros são vendidos? Em caso positivo, uma visita a feira de livros permanente do complexo esportivo Olimpiisky, em Moscou, pode revelar uma sociedade complexa e dífícil de classificar. A feira, aberta diariamente com exceção de segunda-feira, ocupa seis andares do Olimpiisky e caracteriza-se como um local onde as Obras Selecionadas de Chekhov ainda compete heroicamente com romances mais populares como Zavoyevaniye (Conquista Romântica) e Iskusheniye Guvernantki (Seduzindo a Governanta). Em um dia típico, há 700 estandes operando neste mercado literário. No entanto, os russos não compram mais tantos livros como costumavam comprar. No ano passado, os 5 mil editores locais imprimiram perto de 600 milhões de exemplares, ou cerca de quatro livros por habitante do país, de acordo com a Câmara Russa do Livro. Estes números podem ser comparados com os quase 14 livros por habitante impressos na Grã-Bretanha em 1999, de acordo com a International Publishers Association, e com os quase 1,3 bilhões de exemplares (quase nove por habitante) impressos na Rússia em 1992. PublishNews informa: A Rússia é o país convidado na próxima edição da Feira de Frankfurt em outubro

2 setembro 2003

Menos livros e mais títulos na Rússia

O número de livros impressos na Rússia diminuiu enquanto a quantidade de títulos publicados disparou desde que a União Soviética implodiu 12 anos atrás, levando a indústria editorial estatal do país junto com ela. E enquanto a atual encarnação da indústria editorial russa tem suas raízes no final da década de 1980, a paisagem editorial se mostra significantemente diferente. Naquele tempo, a indústria do livro se apoiava firmemente nas 280 editoras estatais. Atualmente, as editoras estatais que sobreviveram são responsáveis por apenas 3% dos livros publicados. A presença destas editoras foi massacrada delo desconcertante número de 20.000 novas editoras fundadas por empreendedores ansiosos para obter uma fatia de um mercado promissor depois do fim do monopólio estatal. O verdadeiro número de editores não é tão alto, diz a Câmara Russa do Livro, que estima em apenas 5.000 o número de editoras ativas.

6 junho 2003