Em defesa da criação de uma editora comum
O presidente da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna em Lisboa, Fernando Mascarenhas, defendeu uma maior aproximação entre o Brasil e Portugal e criticou a falta de uma editora comum a ambos os países. "É muito difícil dizer o que falta para a maior aproximação. Acho que falta sem dúvida uma grande editora brasileira ou portuguesa que funcione simultaneamente nos dois países. Isso parece-me fundamental", disse à agência Lusa. Apesar de admitir que há um movimento de grande interesse de Portugal pelas coisas do Brasil, Fernando Mascarenhas aponta como um problema a edição e considera "inacreditável que os livros brasileiros tenham de ser traduzidos para português de Portugal e os livros portugueses para o português do Brasil". Quanto ao mercado editorial, questiona: "Portugal e o Brasil estranhamente parecem que estão quase a viver de costas um para o outro. É um pouco estranho porque estamos a falar a mesma língua".
4 setembro 2008