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Financial Times

O caçador de histórias mágicas

Barry Cunningham ainda ri daquele momento, em 1997, quando aconselhou uma mãe solteira, com um talento especial para contar histórias fantasiosas, a conseguir um emprego porque escrever livros infantis não dava dinheiro. Ele não poderia adivinhar que sua decisão de publicar um livro sobre um menino-mago começaria um fenômeno editorial de amplitude internacional, nem que em seis anos a escritora em questão seria mais rica que a rainha da Inglaterra. Mas a história deste animado senhor de 51 anos não termina com a decisão de publicar os livros de J.K. Rowling, a criadora de Harry Potter. Mesmo porque este ex-diretor de marketing saiu da Bloomsbury poucas semanas antes da publicação de Harry Potter e a Pedra Filosofal, o primeiro livro das aventuras do menino-mago. Atualmente, ele dirige sua própria editora de livros infantis - The Chicken House - e, novamente, tem sido reconhecido por transformar contadores de histórias pouco conhecidos em grandes best-sellers.

27 agosto 2003

Bruxelas interrompe investigação sobre a Lagardère

A Comissão Européia suspendeu a investigação que vinha desenvolvendo sobre a aquisição do braço editorial da Vivendi Universal que custou à Lagardère 1,3 bilhões de euros. A Comissão criticou o grupo francês por não cooperar repetidamente com as autoridades que conduziam a investigação. "A Comissão teve problemas recorrentes para obter informções da Lagardère", disse Tilman Lueder, porta-voz da instituição. "Portanto, a Comissão enviou um requerimento formal das informações que suspende o cronograma estabelecido. O relógio parou."

11 agosto 2003

Lagardère enfrenta barreira em Bruxelas

A Lagardère deverá ter um empecilho em sua aquisição da unidade de livros da Vivendi Universal por US$ 1,47 bilhão. No dia 23 de julho, a Comissão Européia deve determinar que irá investigar a negociação por completo. A Comissão preocupa-se com fato de que a transação poderá dar à Hachette (braço da Lagardère) uma posição dominante no mercado editorial francês.

22 julho 2003

Bertelsmann renova interesse na unidade de livros da AOL

A Random House, maior editora do mundo, renovou seu interesse pelo braço editorial da AOL Time Warner depois que foram divulgadas informações de que o grupo de mídia norte-americano havia baixado sua expectativa do preço de venda. A AOL Time Warner, que tinha inicialmente colocado uma etiqueta de quase US$ 400 milhões em sua divisão editorial, parece ter reduzido o preço para algo em torno de US$ 300 milhões devido ao baixo interesse pelo negócio. A Random House - parte da Bertelsmann - não havia submetido nenhuma oferta na primeira rodada do leilão. Sua empresa controladora estava relutante em sancionar um negócio que ameaçaria seu programa de redução de dívidas. Fontes próximas à Bertelsmann disseram, no entanto, que a venda da BertelsmannSpringer por 1,05 bilhões de euros no mês passado significou a possibilidade do grupo vislumbrar novas aquisições.

2 junho 2003

Tensão geopolítica aumenta a venda de Bíblias nos EUA

Os norte-americanos se voltaram para a guerra, no início do ano, aumentando as vendas de Bíblias, testamentos, hinários e livros de oração em 37% no mês de janeiro. De acordo com números divulgados na semana passada, as editoras norte-americanas faturaram US$ 15 milhões com livros religiosos no primeiro mês de 2003 apesar de uma queda de 7% das vendas em "outras categorias religiosas". "Isto é resultado da guerra? ... Medo do desconhecido? Pode ser", disse Mark Rice, porta-voz da Zondervan, empresa subsidiária da HarperCollins e líder mundial do mercado de Bíblias.

24 março 2003

Bertelsmann atrai 14 compradores

O grupo alemão Bertelsmann recebeu 14 ofertas de compra para sua divisão editorial. Os valores propostos estão entre US$ 870 milhões e US$ 1,2 bilhão. Agora, com o objetivo de reduzir sua dívida estimada em ? 5,2 bilhões, a gigante alemã está elaborando uma lista reduzida de compradores em potencial para a Bertelsmann-Springer, que engloba 70 editoras na áreas de ciência e negócios em 18 países. Acredita-se que a anglo-holandesa Reed Elsevier e a britânica Taylor & Francis estão entre os grupos interessados. Alguns grupos de investimento privado também apresentaram propostas.

4 fevereiro 2003

Ann Godoff encontra novo lar na Penguin

Ann Godoff, a reconhecida editora e publisher que foi abruptamente demitida pela Random House este mês, aceitou o convite para criar seu próprio selo editorial na rival Penguin Putnam. A mudança colocará os holofotes sobre o relacionamento de Godoff com os gigantes literários que ela conquistou para a Random House - como Salman Rushdie e Arundhati Roy, vencedora do Booker Prize - e levanta questões sobre a possibilidade de eles migrarem para a Penguin. Ann Godoff disse domingo que a Penguin é "o ambiente perfeito para aqueles autores cujas carreiras eu compartilhei por tantos anos". Susan Petersen Kennedy, presidente do Penguin Group USA, disse não saber se alguns dos escritores migrariam para a Penguin. "Quero dizer, eu os contrataria", brincou ela, referindo-se à grande quantidade de autores ganhadores de importantes prêmios com quem Godoff já trabalhou. "Nós a contratamos por seu bom gosto, sua perspicácia editorial e seu brilhante trabalho", adicionou Petersen Kennedy.

27 janeiro 2003

Bertelsmann revela aliança com Amazon

Na próxima semana, a Bertelsmann revelará um acordo de terceirização com a Amazon.com, marcando o início da última fase do recuo tático do grupo alemão em suas operação de e-commerce. Pelo acordo, a Amazon irá assumir as operação cotidianas da Cdnow, a loja de música online da Bertelsmann.

26 novembro 2002

Houghton Mifflin perto de ser vendida

Na última quarta-feira à noite, a Vivendi Universal estava perto de um acordo para vender a Houghton Mifflin por ?1,7 bilhão. Um consórcio de capital provado, liderado pelo Blackstone Group, tem o direito exclusivo de negociar a compra da editora norte-americana. Os dois grupos negociadores podem finalizar um acordo ainda esta semana.

30 outubro 2002

Vivendi perto da venda da Houghton Mifflin

A Vivendi Universal está perto de chegar a um acordo para a venda da Houghton Mifflin, seu braço editorial norte-americano, para um consórcio financeiro. A diretoria do grupo de mídia francês deve se encontrar no início desta semana para discutir a oferta de um grupo que inclui as empresas Apax Partners, Thomas H Lee e Blackstone.

27 outubro 2002