Um Rio de literatura
O Brasil sempre foi um território enigmático, até certo ponto inexplorado. Por isto mesmo não se deve estranhar que de tempos em tempos sejamos surpreendidos por um escritor brasileiro: primeiro foi Machado de Assis, em seguida Guimarães Rosa e Clarice Lispector, e ultimamente Rubem Fonseca (com a força dos grandes contistas). Na Feira Internacional do Livro de Santiago, cujo convidado de honra é o Brasil, a oportunidade de vislumbrar a riqueza de sua literatura é inexorável. A delegação que visitará o nosso país é composta por Thiago de Mello, Carlos Heitor Cony e Moacyr Scliar. Thiago de Mello (1926) é uma espécie de poeta da casa: viveu mais de dez anos no Chile. Como uma maneira de contribuir para a integração continental, traduziu cinco livros de Neruda, uma antologia de Hidobro, a obra completa de Vallejo e vários textos de Cardenal. "O desconhecimento da literatura latino-americana no Brasil é imenso, embora seja maior ainda, como dizia Neruda no Poema 20, o desconhecimento que na América Latina se tem sobre a obra literária brasileira", afirma Thiago.
21 outubro 2007