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Clar¡n (Argentina)

Torre de Babel é feita com 30 mil livros em Buenos Aires

Redação

12 maio 2011

Feira do Livro de Buenos Aires começa hoje

Com os estandes quase prontos, o edifício La Rural do bairro boanirense de Palermo começava ontem a tarde a se parecer cada vez mais com a Feira do Livro que abrirá suas portas ao público na sexta-feira a partir da 14h. De qualquer forma, a 30ª edição do evento já começa hoje, às 19h, em um ato que contará com a participarão do Secretário da Cultura da Nação, Torcuato Di Tella, do Chefe do Governo Portenho, Aníbal Ibarra, e do Ministro da Educação, Daniel Filmus, além de autoridades da Feira e da Câmara Argentina do Livro. Até o fechamento desta edição, continuar as negociações para a presença do presidente argentino Nestor Kirchner no ter ato de abertura. Em sua terceira década, a feira se propõe a bater sua marca histórica de público, que foi de 1,1 milhão de pessoas em 2002, justamente o pior ano da crise econômica. "A crise iniciada em 2001 vem sendo superada e há uma notável recuperação do setor. Isso poderá ser constatado na feira, que este ano será muito especial", afirma Marta Díaz, diretora da feira. Em 2003, a indústria editorial argentina registrou uma notória virada, com um aumento de 44% na produção de títulos apesar da crise.

15 abril 2004

Feira de Buenos Aires já teve mais de um milhão de visitantes

Uma hora de fila entre a porta e a bilheteria. Assim muitos leitores iniciaram, ontem, sua visita anual à Feira do Livro de Buenos Aires. Uma hora para os pedestres, meia hora para entrar no estacionamento. Não é preciso ser muito sagaz para perceber que as coisas andavam bem. "Um millão, um millhão e cem mil pessoas, mais ou menos a mesma quantidade de gente do ano passado", disse Carlos Pazos, presidente da Fundación El Libro. "A Feira está lotada até o teto, este prédio não dá para mais." "Foi melhor que o ano passado", disse Javier Rozsypalek, da Siglo XXI, e esta frase foi repetida por todos os consultados. "Vendemos muito bem, especialmente os livros de Fontanarrosa e, como sempre, os do Quino", declarou Kuki Miller, da Ediciones De La Flor.

5 maio 2003

Feira de Buenos Aires privilegia o pequeno leitor

Desde que começou a Feira do Livro de Buenos Aires, há opções para as crianças nos mais distintos espaços: oficinas de ciências, de arte ou de fabricação de bonecos, leitura de contos e poesia, espetáculos de magia e áreas com lápis e livros para colorir. Muitas editoras reservaram em seus estandes espaço para os pequenos leitores. A Sudamericana tem um estande todo dedicado às crianças. Além disso, há um "Patio infantil", onde funciona um berçário e uma biblioteca com mais de 3.000 livros, doados pelos expositores.

23 abril 2003

Feira de Buenos Aires pode vender mais este ano

Foi inaugurada ontem à noite a 29ª edição da Feira do Livro de Buenos Aires. Dessa vez, pelas galerias e corredores do prédio da Rural se misturam um milhão de livros. Por enquanto, o que sobra na Feira é entusiasmo: nos estandes, os responsáveis pelas editoras mostram grandes expectativas e asseguram que, apesar da crise, as vendas serão muito boas este ano.

17 abril 2003

Começa a Feira do Livro de Buenos Aires

Abrem hoje as portas da Feira do Livro de Buenos Aires. Nessa tarde, a cidade dos livros que já tem 29 anos começará a acordar. O evento será inaugurado pelo escritor Héctor Tizón. E depois haverá tempo até o dia 6 de maio para percorrer suas ruas forradas de um vermelho intenso e visitar os 267 estandes. Esta vez o lema escolhido é "Los argentinos y los libros". Por quê? "Porque queremos revitalizar a antiga relação de um país onde houve grandes leitores e grandes escritores. Queremos retornar àquelas fontes: a Argentina refletida no espelho de seus livros", diz Carlos Alberto Pazos, presidente da Fundação El Libro. A 29ª edição da feira se realiza em um contexto que apresenta muitas editoras argentinas absorvidas por grandes grupos editoriais, enquanto que aquelas que conseguiram se manter em pé trabalham com todo o seu potencial. Como a Ediciones de La Flor, que Daniel Divinsky dirige desde 1966. "O ano passado publicamos sete novidades durante todo o ano. Em contrapartida, este ano lançamos nove livros especialmente para a Feira", diz o editor. Segundo números da Câmara Argentina do Livro, a produção editorial de novidades e reimpressões diminuiu 25,49% durante 2002 em comparação com o ano anterior e houve uma queda de 43% no número de livros editados. Os números deste ano ainda não estão completamente disponíveis para estudo, mas é evidente que o mercado melhorou.

16 abril 2003

EUA controlam bibliotecas e livrarias

Pode ser o Manifesto Comunista, a história do Islã ou um simples tratado de química. Nos EUA, qualquer um que solicite um livro que as autoridades considerem suspeito em uma biblioteca pública ou privada corre o risco de ter um agente do FBI tocando a campainha de sua casa. Graças ao Ato Patriótico, uma complexa lei aprovada logo após os atentados de 11 de setembro de 2001, o governo norte-americano tem absolutos para saber o que todo mundo lê. Os bibliotecários e as organizações civis dos Estados Unidos estão alarmados, pois a sensação de que o governo de George W. Bush está acabando com a liberdade de expressão, o que inclui a liberdade de informar-se, não é brincadeira. No entanto, enquanto os norte-americanos assitem a guerra do Iraque pela televisão, não há debate público sobre o tema. E assim, as pessoas continuam recorrendo às bibliotecas, sem saber que o "Big Brother" pode estar espionando.

9 abril 2003

Papéis de um cosmopolita

O suplemento do bonairense Clarín, Cultura y Nación, traz uma interessante resenha sobre o livro Campo General y otros relatos, de João Guimarães Rosa. Segundo o jornal, já fazia duas décadas que o autor de Grande Sertão: Veredas não era traduzido ao espanhol. A resenha classifica a obra de Guimarães Rosa como clássica dentro das desfinições de Italo Calvino e ainda afirma que, desde 1967, ano da morte do autor e da tradução de Grande Sertão: Veredas ao espanhol, Guimarães Rosa se tornou o escritor brasileiro mais citado pelos críticos latinos.

21 setembro 2002

Um golpe nos livros

O suplemento literário do jornal portenho Clarin traz uma resenha da obra Un golpe a los libros, que, por meio de fragmentos de documentação "estritamente confidenciais e secretos", mostra como a censura atingia a indústri editorial local no período da ditadura miitar argentina.

6 setembro 2002

Já não podemos imitar a Deus

Meio-dia de verão em um pub de Cambridge. George Steiner, o ensaísta na melhor tradição do humanismo europeu — um dos poucos que restam de sua categoria —, o obcecado pelas sombras do ocidente, um "terminalista", para usar sua filosa definição, conta uma piada: "Deus diz aos homens que está cansado de tanta barbárie e que fará um novo dilúvio em dez dias. O padre reúne sua paróquia e insiste para que rezem pela misericórdia do Senhor. O pastor protestante diz que terá que pagar as contas, deixar tudo em ordem e resignar-se à providência. O rabino diz, 'Dez dias? Tempo de sobra para aprender a respirar embaixo d'água.'". Clique no título da matéria e leia a entrevista com o intelectual inglês.

31 agosto 2002