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Vencedores do Prêmio São Paulo alcançam resultados distintos em sua ficção

29 de setembro de 2012
1 min de leitura
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O prêmio, anunciado esta semana, é um incentivo importante para autores inéditos ou não

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Coincidência que dois livros premiados num mesmo concurso, o Prêmio São Paulo 2012, falem da vida a partir dos olhos de crianças: Vermelho Amargo, novela de Bartolomeu Campos de Queirós (1944-2012) foi considerado o livro do ano, enquanto o romance Os Hungareses, de Suzana Montoro, foi a revelação. […] Resta um olhar sobre os livros, que, à parte o detalhe citado, pouco têm em comum. […] Campos de Queirós pretendeu escrever uma história em que a intensidade poética se sobrepusesse às mesquinharias do cotidiano e, com a riqueza da vida interior, revelasse as belezas e os horrores da vida. […] Já Suzana Montoro usa uma linguagem carregada de intensidade e movimento. Ela prefere ir aos fatos “reais”, imaginados e de segunda mão lembrados por uma mulher desde a infância.

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