A flor rompe o asfalto
Uma das únicas livrarias do mundo que vendem só poesia se transfere de Lisboa para a Lapa, no centro antigo do Rio
O estabelecimento recebeu certa vez, por seu propósito e formato, a designação certeira: tratava-se da “última aventura surrealista de Lisboa”. Trazido por avião para o Brasil, dentro de caixas que pesavam uma tonelada, não precisará perder o epíteto. O destino continua tão lisboeta quanto surrealista e aventuroso, a se cumprir agora na Lapa, centro antigo do Rio. O avesso do que seria um empreendimento tipicamente mercantil, a Livraria Poesia Incompleta vende apenas livros de poesia – gênero anticomercial – e do mundo inteiro, pois “pequenina nos gastos, não na ambição”, declara seu dono e único funcionário, o português Mário Guerra, o Changuito. O endereço mudou, não o lema: “O maior esforço para qualquer lucro”.
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