Presidente da ABL critica argumento e eficácia de decisão
Um magistrado e uma escritora ouvidos pela Folha consideraram exagerada a apreensão dos livros eróticos determinada pelo juiz Raphael Baddini de Queiroz Campos.
Ressaltando não ter lido as obras apreendidas, o desembargador Luis Gustavo Grandinetti de Carvalho, do Tribunal de Justiça do Rio afirmou que “se o argumento de haver material impróprio não for consistente e bem fundamentado, prevalece a liberdade de expressão” determinada pela Constituição. […] A escritora Ana Maria Machado, presidente da Academia Brasileira de Letras, também disse não ter lido as obras, mas criticou a ação. “Sou contra qualquer tipo de censura, sempre. Essa argumentação é só jurídica, foi um juiz que fez, não um pedagogo, um crítico literário”, afirmou.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


