Autopublicação se multiplica no Brasil, onde best-sellers ainda são exceção
Internet e plataformas de autopublicação se popularizam no país
Um fenômeno interessante perdurou por um ou dois dias em dezembro, quando a Amazon estreou no Brasil. No primeiro lugar da lista de mais vendidos da loja virtual não estavam “50 Tons” nem O Hobbit nem nenhum título vendido a menos de R$ 5. Naquele glorioso período, o topo pertenceu a Organizando a Vida com o Evernote, de Vladimir Campos, vendido a cerca de R$ 15. Campos lançou o e-book de forma independente. Formatou-o sozinho, pôs nas lojas virtuais e divulgou na rede. Em um mês e meio, vendeu mais de 1.400 cópias. Esse é um retrato recente de um movimento tradicional que, no mundo todo, vem sendo impulsionado pelas facilidades da internet: o da autopublicação de autores. […]Mas os números do Clube de Autores, um dos maiores sites de autopublicação do país, dão a dimensão da distância entre a iniciativa de se publicar e a glória literária. […]Em menos de quatro anos, o Clube de Autores lançou 21 mil títulos. É mais de dez vezes o que a Record, a editora que mais publica no país, pôs no mercado no período.
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