O fenômeno Paulo Coelho
Não me ficou difícil admirar Paulo Coelho e louvá-lo sempre que posso.
Testemunhei de corpo presente, em Paris, durante o Salão do Livro, em 1998, o fenômeno literário e editorial de nosso tempo. Paulo Coelho atingiu um grau de popularidade, consumo e respeito internacional que nunca teve paralelo na vida cultural brasileira. São muitos os que ainda torcem o nariz para ele, e não apenas por causa de seu sucesso, mas por considerarem a sua obra uma literatura menor, mercadológica, subliteratura enfim. […] Da derrocada das duas utopias [de Marx e Freud] surgiu um vazio na alma humana desde o final do último século. E, como sempre acontece, o apelo ao misticismo, à própria magia, seria inevitável. E é ai que entra o nosso mago, com sua simplicidade, que lembra, em alguns momentos, os santos de todas as épocas e de todas as religiões, que dizem as palavras necessárias, as palavras que todos querem ouvir porque, de certa forma, essas palavras estão dentro da alma de todos nós.
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