Em Madri, instituto com acervo digital busca formar leitores
Um dos objetivos da Casa del Lector, que funciona dentro do Matadero, efervescente centro de cultura contemporânea da prefeitura madrilenha, que investiu € 27 milhões em sua criação, é a ampliação do
Não se pode exigir o silêncio de uma biblioteca da Casa del Lector, definida por quem trabalha em seus dez mil metros quadrados como um espaço vivo no qual o protagonista é seu frequentador, que pensa, lê, vê e escuta, mas também opina, fala. Ou balbucia e dá gritinhos, porque a instituição, inaugurada há dois meses em Madri, está projetada, inclusive, para pré-leitores, ou seja, crianças a partir dos nove meses de idade. A falta de silêncio, mas não de tranquilidade, no entanto, está longe de parecer um problema: neste curto período de vida a Casa del Lector recebeu mais de 40 mil visitantes. O sucesso dessa “biblioteca sem livros” — o acervo da casa é apenas digital — deve ser ampliado a partir de abril, quando ela planeja implementar convênios com importantes bibliotecas internacionais. Assim, a Casa del Lector vem desmontando a afirmação de que o povo não se interessa por cultura. Uma falácia, segundo seu diretor, César Antonio Molina.
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