Clássico policial volta com nova munição
O sono eterno é relançado com tradução de Braulio Tavares
A literatura policial já possuía uma ficha corrida bastante extensa em 1939, mas naquele ano um senhor de meia-idade levou munição nova ao gênero. Vindo de uma carreira arruinada no ramo petrolífero, o americano Raymond Chandler tinha 50 anos quando publicou seu primeiro romance, O sono eterno. O livro não trazia mais violência, corpos baleados ou loiras fatais que os similares do gênero, mas tinha dois diferenciais poderosos – o estilo de Chandler e um grande personagem, o detetive particular Philip Marlowe. O sono eterno (Alfaguara; 256 pp; R$ 34,90 – Trad. Braulio Tavares) volta agora às livrarias. A nova edição do livro traz cartas e um ensaio inédito no Brasil, no qual Chandler trata da relação entre os roteiristas e os estúdios de Hollywood.
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