Quem decide o que é feio?
Moshtari Hilal toma o próprio corpo como ponto de partida para pensar características físicas que, em diferentes contextos, se tornaram indesejáveis, repulsivas e até perigosas
Narizes grandes, pelos corporais abundantes, dentes tortos. No ensaio pessoal e político Feiura (Dublinense, 224 pp, R$ 89,90— Tradução: Gisele Eberspächer), atualmente em pré-venda, a artista afegã Moshtari Hilal toma o próprio corpo como ponto de partida para pensar características físicas que, em diferentes contextos, se tornaram indesejáveis, repulsivas e até perigosas. Num texto fresco e profundo, a autora combina análise cultural, história e imagens de sua autoria para falar de salões de beleza em Cabul, xenofobia, teoria da evolução e Kim Kardashian.
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