A vida é uma guerra
Na poesia de Moisés Alves, há sempre uma conversa tentando acontecer
“Vamos, atenda o telefone,/ é urgente, quero cantar pra você” — na poesia de Moisés Alves, em Ilusões bárbaras (Círculo de Poemas, 160 pp, R$ 79,90), há sempre uma conversa acontecendo ou tentando acontecer. Há um “você” e um “eu”. Por vezes, temos a impressão de que quem fala “eu” é o próprio poema, que lança suas palavras em direção ao poeta. Noutras, é ele quem diz “eu” e nos coloca, leitores, no lugar desse “você”, que recebe as setas afiadas nas horas mais comuns: “A vida é uma guerra./ Espalhada por todo canto,/ inclusive nas casas”. Moisés Alves nasceu em Salvador, em 1982. Doutor em letras pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), é professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
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