Os choques entre arte e opressão
Novo romance de Mafra Carboneri narra a vida de um jovem pianista no estado de São Paulo
Na sufocante cidade de Santana Velha, no interior de São Paulo, as tragédias familiares não fazem alarde: elas corroem em silêncio. Luís Balarim é um jovem pianista dividido entre o talento virtuoso e a rigidez do ambiente provincial. Buscando libertar-se da rotina da mercearia do pai e da severidade católica da mãe, ele abandona tudo rumo às luzes e aos palcos de São Paulo. Contudo, no exato momento em que seu virtuosismo começa a conquistar o meio artístico da metrópole, um telegrama seco e curto o convoca de volta para casa: “Aconteceu uma desgraça. Venha.” Narrado com o estilo seco, direto e realista da tradição paulista do século XX, A família Balarim (Reformatório, 118 pp, R$ 58), novo romance de Mafra Carbonieri, explora os choques entre arte e opressão, culpa e remorso, fé e desespero, com rigor minimalista e beleza erudita.
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