Investigação sobre o desejo e sobre o poder das imagens
Otávio Campos aproxima a experiência da sextape de sua própria relação com a pornografia e com aplicativos de encontros
Se o cara da sextape a que você assistia se parece comigo é porque sou eu mesmo (Relicário, 100 pp, R$ 62,90), de Otávio Campos, parte de uma experiência íntima e perturbadora. Depois de um encontro sexual com um rapaz que conheceu pela internet, o narrador descobre que foi filmado e que o vídeo foi publicado em uma plataforma de conteúdo adulto. Sem revelar o nome do rapaz e recusando o caminho da vingança, ele se volta para o próprio corpo transformado em imagem, um corpo que agora circula pela internet, repetido infinitamente, separado de quem ele é no presente. Através de um texto que habita uma zona ambígua entre autobiografia, ensaio, autoficção e elaboração teórica, Otávio Campos aproxima a experiência da sextape de sua própria relação com a pornografia e com aplicativos de encontros.
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