Um perfil do capitalismo tardio
Toscano entende o fascismo como um processo mutável, ancorado no capitalismo racial e colonial
Em um mundo tomado por crises ecológicas, econômicas e políticas, as forças do autoritarismo têm saído na frente. Como nomear e responder a esse estado de coisas? Em Fascismo tardio: raça, capitalismo e política da crise (Boitempo, 256 pp, R$ 79 — Tradução: Pedro Davoglio), Alberto Toscano critica a associação do fascismo unicamente com o tipo de violência política dos regimes europeus de meados do século XX. Em vez de procurar analogias históricas, ele entende o fascismo como um processo mutável, ancorado no capitalismo racial e colonial, que antecede e sobrevive às suas encarnações na Itália de Mussolini e na Alemanha de Hitler.
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