Teoria social latino-americana
Livro sustenta que ela tem se desenvolvido de forma própria, constituindo-se como uma reflexão sobre o lugar periférico e a formação de seus países e da região
Em Introdução à teoria social latino-americana (Elefante, 416 pp, R$ 110), os organizadores partem do pressuposto de que essa teoria existe e se constituiu na periferia do sistema-mundo ao menos desde os processos de autonomização política da região. Segundo os pesquisadores Raphael Lana Seabra (UnB) e Fabricio Pereira da Silva (Unirio), ela tem se desenvolvido de forma própria, constituindo-se como uma reflexão sobre o lugar periférico e a formação de seus países e da região como um todo, mas também refletindo sobre problemas globais, da modernidade, do capitalismo, das ideologias e das escolas teóricas de circulação mundial, das alternativas e dos projetos de futuro colocados diante da humanidade. Nesse sentido, essa produção é “teoria”, mas não “pura” ou “abstrata”, e sim condicionada desde o princípio por nossa condição periférica e atravessada pelo dilema da intelectualidade periférica entre “ser como o centro” e “ser nós mesmos”, explicam.
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