Memórias, história, ciência capilar e crítica social
Lou Lubie transforma sua própria trajetória em uma HQ de cunho autobiográfico ao mesmo tempo íntima, divertida e profundamente política
Desde a infância, Rose aprendeu que seu cabelo era um problema. Difícil de pentear, “selvagem”, volumoso demais, ele parecia colocá-la sempre fora do lugar: longe das princesas, das garotas populares e dos padrões de beleza que dominavam a televisão, a escola e a sociedade. Em Raízes (Nemo, 216 pp, R$ 97,90), Lou Lubie transforma sua própria trajetória em uma HQ de cunho autobiográfico ao mesmo tempo íntima, divertida e profundamente política. Partindo da relação conflituosa com os próprios cabelos crespos na Ilha da Reunião, território francês marcado por miscigenação, colonialismo e desigualdades sociais, a autora investiga como estética, racismo, gênero e pertencimento moldam nossa identidade desde a infância.
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