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Corrida à mítica Casa-grande

22 de agosto de 2002
2 min de leitura
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O antropólogo e escritor Gilberto Freyre está vivíssimo. A prova é que está a agitar como nunca o mercado editorial deste país. Terça-feira última foi o derradeiro dia de entrega, por parte das editoras brasileiras, de propostas para a obtenção dos direitos de Casa-grande e senzala, Sobrados e mucambos, Ordem e Progresso e Nordeste. Até segunda-feira, já estavam na disputa a Global, a Campus, a Companhia das Letras, a Nova Fronteira, a Ediouro e a Siciliano, concorrendo frontalmente com a Record, que possui esses quatro livros em seu poder. Em julho deste ano, no entanto, a Fundação Gilberto Freyre, dona dos direitos, decidiu não mais renovar os contratos, tendo anunciado que estava aberta a propostas do mercado. Um leilão? Fernando Freyre, filho do sociólogo pernambucano, assegura que não. Leilão, diz, significa que “quem oferecer mais leva”. E neste caso estão em jogo valores mais subjetivos, pois o que a família Freyre quer é que a obra do estudioso seja divulgada o melhor possível, recebendo tratamento digno por parte de seu editor. E a Record não vinha fazendo isso? Fernando Freyre assegura que não, mas que há uma certa má vontadezinha com relação à Record, há. Fernando Freyre não gostou muito nem mesmo das edições preparadas para o centenário, que estavam com uma roupa nova bem bonita.

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