Publicidade
Publicidade
Voltar CLIPPING

Roa Bastos dá lições de vida, ficção e história

25 de agosto de 2002
1 min de leitura
RoaBastos-Divu

Publicidade
Publicidade

Há quem tome Augusto Roa Bastos, o escritor paraguaio, como um grande historiador de seu país. Essa idéia é ao mesmo tempo mentirosa e verdadeira. Mentirosa, na medida em que, para Roa Bastos, o que interessa, sempre e acima de tudo, é a imaginação, isto é, a mentira. Se ele se dedicou a estudar a história do Paraguai, não o fez com a intenção de retratá-la, mas de deformá-la. A idéia de que Roa Bastos é um historiador, contudo, também é verdadeira, já que, ao contrário do que costumamos supor, a relação da história com a verdade é complexa, ambivalente, já que a verdade histórica não se reduz à sucessão de eventos objetivos, mas inclui o que se passa no interior de seus protagonistas. “Sou um anti-historiador”, Roa Bastos se define. “Mas, para negar a história, precisei primeiro conhecê-la.” A reflexão de Augusto Roa Bastos, de 85 anos, aparece em El Trueno entre las Páginas, um longo diálogo, agora em forma de livro, que ele travou com o escritor argentino Alejandro Maciel. O livro acaba de ser lançado pela Intercontinental Editora, de Assunção, e guarda o espírito de um balanço de vida, daí ser tão precioso.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade