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Improvisos da vida

31 de agosto de 2002
1 min de leitura
JAZZ

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A arte imita a vida, a vida imita a arte. O dito cai como uma luva à história do obscuro saxofonista e cantor de jazz Billy Tipton. Na verdade, Tipton não era homem. Nasceu em 1914, em Oklahoma, foi batizado corretamente como Dorothy, e “virou” homem em 1933. Passou a comportar-se como homem, teve cinco mulheres e sua verdadeira identidade só tornou-se pública quando morreu, em 1989. A poeta escocesa Jackie Kay inspirou-se na vida de Dorothy/Billy Tipton para escrever seu primeiro romance: o excelente O trompete (Record, 304 pp., R$ 38).

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