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A boa sujeira de Máquina de Pinball

31 de agosto de 2002
1 min de leitura
clarah

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Primeiro, vamos dar razão a Clarah Averbuck: ela não tem nada de Fernanda Young, pelo menos quando escreve. Máquina de Pinball narra a história de Camila, uma jovem que vive entre São Paulo e Londres, bebe vodca de segunda, faz dívidas no cartão de crédito e transa com os amigos de seus namorados. Além de mais “fresca” que a literatura de Fernanda Young, o livro integra nitidamente o grupo das obras que vieram para “sujar” a literatura brasileira, adubando com palavrões, escatologia, sexo e individualismo libertário um cenário por demais reverente.

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