Exportação pode ser a saída
Ler livros foi, durante décadas, uma atividade exercida intensamente pelos argentinos. Mas a crise que explodiu em dezembro do ano passado mudou todo o panorama. As vendas despencaram, centenas de livrarias fecharam e até os “sebos” viram-se colocados contra a parede. Os livros, no momento, são supérfluos. O presidente da Câmara Argentina do Livro, Rogelio Fantasía, disse que as vendas na Argentina caíram “de forma considerável entre 50% e 70%” desde o ano passado. Fantasía afirma que, enquanto em 2001 cada editora lançava 20 títulos novos, agora, “com sorte”, conseguem chegar até quatro. Mas no meio deste sombrio panorama, as editoras argentinas conseguiram vislumbrar uma saída, neste caso a exportação de livros, favorecida pela desvalorização da moeda nacional. “O livro argentino baixou seu preço internacional em dólares. Alguns editores falam em um ‘boom’ exportador”, afirma.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


