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Duas chapas disputam a direção da CBL

10 de janeiro de 2003
2 min de leitura

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Em fevereiro, a Câmara Brasileira do Livro escolhe sua nova diretoria. E, pela primeira vez desde 1988, há duas chapas: uma liderada pelo distribuidor José Henrique Grossi, hoje vice-presidente da CBL, e outra por Oswaldo Siciliano, dono da rede de livrarias que leva seu sobrenome. As chapas devem ser inscritas até 16 de fevereiro. As duas chapas contam com membros da atual gestão, presidida pelo editor Raul Wassermann, mas a que mais se identifica com ela é a de Grossi. Além de contar com o apoio de Wassermann, Grossi compôs com editoras associadas à Libre, entidade que organiza há dois anos a Primavera dos Livros. Uma das políticas defendidas pela chapa de Grossi é a defesa de uma ampliação da política de compra de livros não-didáticos por órgãos públicos e a abertura de linhas de crédito especiais para “editores, livreiros e distribuidores”. Grossi acha que o mercado livreiro pode ter uma relação melhor com Lula do que com FHC, devido a um histórico de boas relações com prefeituras petistas.
A chapa de Oswaldo Siciliano também tem uma boa expectativa em relação ao governo Lula. “A candidatura Lula se embasou em valores de resgate cultural que também são nossos”, afirmou Rosely Boschini, da editora Gente, que concorre a uma das vice-presidências da CBL. Na sua opinião, não há uma relação direta entre o “negócio Siciliano” e sua chapa. “Procuramos reunir gente do Brasil inteiro e de pequenas, médias e grandes empresas”, completa.

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