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A hora do livro

10 de maio de 2003
1 min de leitura

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É a hora do livro. Hora de se maravilhar com as ofertas das editoras brasileiras, que cada vez mais capricham na seleção de seus autores e na beleza de seus títulos, fazendo com que seus hipnóticos produtos nos encantem como as sereias encantaram Ulisses. Mesmo aproveitando as promoções, vai ser preciso se amarrar ao mastro do bom senso para não estourar o orçamento em uma visita ao Riocentro, por mais rápida, menos consumista e mais cultural que seja. Como dragão bonzinho de conto infantil, daqueles que não nos queimam com sua língua de fogo, mas nos carregam nas costas para o país dos sonhos, a Bienal carioca se agiganta sem perder a magia. Seu crescimento é só para pasmar os visitantes, fazendo com que em alguns momentos da vida se esqueçam das tristezas ao entrarem pelas portas do mundo das palavras.

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