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Fante navega pela temática do deslocamento

07 de junho de 2003
1 min de leitura
pergunte030608

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A frase está na página 22: “Desejei mulheres das quais só os sapatos valiam mais do que jamais possuí”. Esta outra, na 177: “Meia-noite em Temple Street, uma lata de maconha entre nós”.
São momentos de forte inspiração em Pergunte ao Pó (José Olympio, 208 pp., R$ 30), romance do americano John Fante que sai no Brasil em nova tradução. Lançada nos EUA em 1939, Pergunte ao Pó é a obra fundamental de Fante, um ítalo-americano alcoólatra de produção bissexta. Pouco antes de morrer, quase desconhecido, Fante (1909-83) experimentou súbita notoriedade. Foi içado do esquecimento por Charles Bukowski, que assina a apaixonada introdução de Pergunte Ao Pó e convenceu sua editora, a Black Sparrow, a relançar a obra de Fante nos anos 80.

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