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Quase uma obsessão

14 de junho de 2003
1 min de leitura

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O título esperto que o jornalista Cícero Sandroni criou para sua minibiografia de Carlos Heitor Cony, Quase Cony (Coleção Perfis do Rio, 129 pp.), tem duas vantagens: remete a um dos livros mais famosos do escritor, Quase memória/quase romance, e de quebra o livra da obrigação de escrever um perfil definitivo do escritor brasileiro que talvez mais tenha exposto sua vida aos leitores, em entrevistas, crônicas de jornal e nos próprios livros. E que, afinal de contas, está bem vivo e produtivo em seus 77 anos de vida atribulada. Ou alguém pensa que é fácil passar incólume por seis casamentos, igual número de prisões e quantidade ainda maior de romances? Numa prova de que ele está longe de aposentar as chuteiras, Quase Cony está sendo lançado praticamente ao mesmo tempo que o novo romance do perfilado, A tarde da sua ausência (Companhia das Letras, 162 pp., R$ 29), título, por sinal, também muito feliz.

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